A FRASE DO TÍTULO NÃO É MINHA. É DO LÍDER DA OPOSIÇÃO, VEREADOR BRUNO FARIAS EM REFERÊNCIA À MUDANÇA DE POSTURA E DE LADO DE CHICO DO SINDICATO, DO PT DO B. O SINDICALISTA SEGUIU A CORRENTEZA QUE LEVOU LUCAS DE BRITO PARA AS MARGENS DA BANCADA GOVERNISTA.
COM ESSA ADESÃO, O PREFEITO DE JOÃO PESSOA, LUCIANO CARTAXO, PASSA A CONTAR COM APOIO DE 18 DOS 27 VEREADORES DA CÂMARA. MAIORIA ABSOLUTA. SE FORTALECE NA CASA E FORTALECE COM ISSO SEU PROJETO DE GOVERNO.
NO CASO DO VELHO CHICO, O QUE HOUVE FOI UMA ESPÉCIE DE RECONDUÇÃO. ELE ROMPEU COM CARTAXO HÁ CERCA DE UM ANO QUANDO ASSINOU A CPI DA LAGOA. AGORA, FAZ JUS À PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO E VOLTA PRA CASA. O ANÚNCIO OFICIAL FOI FEITO HOJE. A JUSTIFICA REPOUSA NO TAMANHO DA FORÇA QUE TEM DE CADA LADO. ELE DIZ QUE VAI SER POSSÍVEL FAZER MAIS SENDO ALIADO DO PREFEITO.
HUMBERTO PONTES, ELEITO PARA O PRIMEIRO MANDATO PELO PT DO B, LAMENTOU A DECISÃO DO COLEGA E GARANTIU QUE O PARTIDO PERMANECE NA OPOSIÇÃO. JÁ O BRUNO FARIAS DISSE O SEGUINTE: "NINGUÉM IMPÕE OU DETERMINA O CAMINHO POLÍTICO DE QUEM QUER QUE SEJA. A BANCADA DA OPOSIÇÃO NÃO TEM AUTORIDADE PARA EXERCER A TUTELA SOBRE SEUS INTEGRANTES. QUEM ESTÁ NA OPOSIÇÃO, NELA DEVE PERMANECER POR UMA QUESTÃO DE POSTURA, CRENÇA, VALORES, IDEALISMO."
AÍ É QUE TÁ. QUANDO CHICO DO SINDICATO MUDOU DE LADO, NO PASSADO, O FEZ EM FUNÇÃO DA CONJUNTURA, SEGUINDO UMA ORIENTAÇÃO DO PARTIDO. NÃO FOI POR IDEALISMO. AGORA, LIBERADO PELO PT DO B, CEDEU À ARTICULAÇÃO DO LÍDER DA BANCADA GOVERNISTA, HELTON RENÊ. HELTON REVELOU QUE AS NEGOCIAÇÕES COMEÇARAM EM JANEIRO E QUE ISSO É BOM PORQUE, DIANTE DO NOVO TABULEIRO, FICA MAIS FÁCIL PARA OS GOVERNISTAS MOVIMENTAREM AS PEÇAS DO JOGO JÁ QUE A SITUAÇÃO TEM O CONTROLE TOTAL DA INDICAÇÃO DOS PROJETOS.
A GENTE PERGUNTA: BOM PRA QUEM? O CONCEITO DE BOM OU RUIM É SUBJETIVO. E DEVO LEMBRAR QUE, APESAR DA AUTONOMIA E DA INDEPENDÊNCIA DOS PODERES, EXISTE UMA HARMONIA QUE BEIRA A SUBSERVIÊNCIA DO LEGISLATIVO AO EXECUTIVO... EM JOÃO PESSOA, NA PARAÍBA E EM TODO O PAÍS.//
Existe um lado de mim que ninguém conhece mas que pulsa pra ser revelado. Um lado que me traduz porque é a extensão da minha alma. Há coisas que palavras não definem. Mas há palavras que traduzem os sentimentos que repousam em nosso coração. A Rejane Negreiros, antes de ser jornalista, é mulher, mãe, esposa... é corpo e espírito! Sejam bem vindos!
terça-feira, 7 de março de 2017
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Ricardo, Cássio e o Senado
2018. Há quem acredite que é muito cedo para se falar em
eleições. O governador Ricardo Coutinho joga nesse time e ainda provoca quando
questionado sobre o Senado. Diz: “por que eu tenho que ser senador?”, “por que
meu projeto político não pode ser diferente disso?” Ora… Poder, pode. Mas
muitos perguntam porque esse é, via de regra, o caminho natural das coisas
depois de dois mandatos consecutivos de governador e na impossibilidade legal
de emendar um terceiro mandato. Foi assim com José Maranhão, eleito em 2014, e
com Cássio Cunha Lima, eleito em 2010.
Dizem que, pessoalmente, o projeto de Ricardo é outro:
disputar a prefeitura de João Pessoa em 2020. Fazer o que não tem sido feito,
segundo ele. Se pudesse escolher, seria essa uma alternativa em potencial. Mas
os planos do PSB para ele podem ser outros. O nome de Ricardo Coutinho já foi
ventilado para disputas nacionais. Falaram até na Presidência da República.
Agora esse crescimento teria que ser construído e a porta de entrada seria o
Senado Federal.
O mandato de senador é de oito anos. Em uma eleição são
renovados dois terços das 81 cadeiras do Senado, que tem três senadores para
cada Estado da federação; na eleição seguinte, há a renovação de apenas um
terço. Em 2018, duas das três vagas de senadores paraibanos vão estar
disponíveis: a de Raimundo Lira/PMDB, que assumiu a vaga de Vital do Rêgo –
hoje ministro do TCU, e a de Cássio Cunha Lima/PSDB Lira tem feito um trabalho
reconhecido pelo Partido e pelo Congresso. Já chegou até ser cogitado para
Ministro de Michel Temer. Foi ele quem presidiu a comissão do impeachment de
Dilma Rousseff e vai ser ele o novo líder do partido no Senado, função hoje
ocupada por Eunício Oliveira. Lira é riquíssimo. Tem uma fortuna avaliada em
mais de 55 milhões de reais. Pode muito bem bancar a própria eleição e levar
uma das vagas. E ele bem que está gostando do ofício.
Para a vaga restante, uma super e histórica disputa entre
Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho. Eles já se odiaram, já se amaram e hoje
estão em lados opostos como um casal depois de separação conturbada. Ricardo
tem grandes possibilidades. Tem sido protagonista nos encontros de governadores
do Nordeste. Tem apoio de Lira. Sem falar que o PSB pode fechar com PMDB e
formar uma aliança para indicar 2 nomes para a disputa. Esse estratégia é bem
comum. Cássio tem feito um bom trabalho no Senado, foi um dos principais
articuladores do Impeachment, ganhou ainda mais projeção nacional, mas pode
sofrer o abalo da provável candidatura do adversário socialista.
Se isso se concretizar, Se Ricardo Coutinho entrar na briga
por uma das duas vagas no Senado, Cássio Cunha Lima que se prepare. O chumbo é
grosso e a possibilidade de não se reeleger, real.
Transparência pública: o calo de gestores paraibanos
No quesito transparência pública tem prefeitura paraibana
dando exemplo, tem prefeitura fazendo feio. A gestão Luciano Cartaxo, prefeito
de João Pessoa, está no primeiro grupo: aparece no topo do ranking da segunda
avaliação do Índice de Transparência Pública 2016 do Tribunal de Contas da
Paraíba, com nota 9.9, assim como a de Rinaldo Guedes, de Pirpirituba. Apenas
10 das 223 prefeituras do Estado ficaram no topo da lista com notas acima de 9.
Em compensação, 5 tiraram nota 0: Duas Estradas, Areia,
Caaporã, Curral de Cima e Parati. Outras tantas tiveram notas bem baixas em uma
escala que vai de zero a dez. Faltou a essas prefeituras alimentar seus portais
com o básico: informações sobre ações, receita, despesas, licitações, contratos
da gestão dos últimos 6 meses. Faltou fazer o dever de casa e o que rege a
cartilha da constituição.
Dar acesso às informações e publicidade aos atos
administrativos são obrigação do gestor e direito do cidadão. Isso tem que ser
regra, não exceção. É a partir daí que a população acompanha o “andar da
carruagem” da administração municipal, a destinação dos recursos. Essas regras
consolidam a democracia, ajudam no combate à corrupção. Gestor não pode fazer “corpo-mole” diante da
Lei. E isso não beneficia só um lado. Todos ganham! Manter dados atualizados
requer planejamento - o que é essencial para uma gestão que pensa longe - e
traz os benefícios da eficiência e eficácia.
Os dados apresentados pelo TCE, portanto, devem servir a
dois propósitos: para que a população assuma o papel que lhe cabe de
fiscalizador, e para que prefeituras na contramão da lei de acesso à informação
e da transparência implementem as mudanças necessárias para avançar rumo à
melhoria da gestão, começando pelo planejamento de metas, definição de
prioridades de investimento e foco no crescimento.
É preciso que entendam - prefeitos e suas equipes - que é
urgente acabar com a cultura de apropriação da coisa pública, como o
entendimento de que o serviço público deve correr solto, sem rédeas. O dinheiro
que abastece cofres municipais, estaduais, federal é do povo. Precisa ser bem
investido. Precisa de prestação de contas sem barreiras ou muralhas que
dificultem a vigilância da população.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Uma novela chamada eleição da Mesa Diretora do TJPB
Em tese
os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser autônomos, porém
harmônicos. Sendo assim, cada um passa por um processo eleitoral distinto. Mas
em 2 deles, há um segundo processo de escolha interna, para eleger as mesas
diretoras, ou seja, aqueles que vão administrar Câmaras, Assembleias, Tribunais...
E esses processos nem sempre são pacíficos. Exemplo: em João Pessoa não houve
santo que conseguisse construir um acordo entre as partes que brigam pela
presidência da Câmara. No Tribunal de Justiça da Paraíba, acordo houve, mas não
agradou a todos e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. Na última
sexta-feira, inclusive o Ministro Teori Zavascki mandou suspender o resultado e
fazer nova eleição.
Pra você
entender o porquê desse atropelo. Presidente, Vice-presidente e Corregedor de Tribunais
de Justiça são escolhidos entre os mais antigos, os chamados decanos, e desimpedidos.
Só eles poderiam concorrer. É uma resolução que permite que todos, mais cedo ou
mais tarde, cheguem à presidência do órgão. Mas aqui na Paraíba, mudaram o
regimento interno do TJ e aí, e em novembro, entre os 9 candidatos inscritos, elegeram
presidente o desembargador José Alves que não atende ao critério de antiguidade.
Ele, o vice Leandro dos Santos e o corregedor José Aurélio tomariam posse em
fevereiro.
Foi o
desembargador Márcio Murilo, o mais antigo da corte, que procurou o Supremo.
Alegou mudanças que estabeleceram a ampla concorrência e, em
virtude disso, o conflito com normas acima do regimento da casa: a Loje, Lei de Organização
e Divisão Judiciárias da Paraíba, e a Lomam, a Lei Orgânica da Magistratura. Diante da decisão de Zavascki, o presidente do
TJ, Marcos Cavalcanti, convocou nova eleição para esta quinta-feira,
dessa vez entre os 3 desembargadores mais antigos. Eleição que corre o risco de
nem acontecer. É que no fim da tarde desta quarta-feira o desembargador Fred
Coutinho entrou com um Mandado de Segurança para impedir um novo pleito
alegando irregularidades na convocação, entre elas, o prazo curto demais.
E aí a
gente retorna ao início dessa conversa sobre autonomia. É que por debaixo dos
panos, dizem que o Governador do Estado tem interesse particular no resultado
desse processo e estaria tentando interferir para ter, na presidência do TJ, um
aliado de peso. É a conversa que corre solta entre os opositores de Ricardo
Coutinho. Se esse é caso, se o governador tentou viabilizar de alguma forma a
vitória de José Alves, por exemplo, o esforço foi em vão. O TJ tem força para
mudar regimento interno de acordo com os sabores da conveniência, mas não tem
como peitar o STF.
Ao que
parece, essa novela não acaba amanhã. Mais cedo ou mais tarde uma nova eleição
vai ser feita, a depender, mais uma vez, do Supremo.
Assinar:
Postagens (Atom)