DURVAL FERREIRA, PRESIDENTE DA CÂMARA DOS VEREADORES DE JOÃO PESSOA,
CONCENTROU TODAS AS ENERGIAS EM UMA ÚNICA COISA: A REELEIÇÃO DELE PARA A PRESIDÊNCIA DA MESA
DIRETORA ONDE ESTÁ HÁ 10 ANOS. TANTO TEM BUSCADO APOIO QUE DEIXOU DE FAZER O
BÁSICO: COBRAR TRABALHO DOS VEREADORES DA CASA. OUTUBRO TEM SIDO UM MÊS MORTO,
SEM APRESENTAÇÃO OU APROVAÇÃO DE PROJETOS. POR FALTA DELES NÃO É. A QUESTÃO É
DE PRIORIDADES... AS DO PEPISTA ESTÃO EM 2017, MUITO EMBORA 2016 COBRE
TRABALHO.
ESSA ALIÁS, É UMA DAS CRÍTICAS DO VEREADOR LUCAS DE BRITO,
DO PSL, À GESTÃO DE DURVAL FERREIRA. PARA O VEREADOR RECÉM ELEITO COM MAIS DE 5
MIL VOTOS, O TEMPO DE DURVAL “JÁ DEU”. ELE SE COLOCA À DISPOSIÇÃO PARA O CARGO
E TAMBÉM SE ARTICULA. SEM REVELAR NOMES, LUCAS DE BRITO, DA ALA DA OPOSIÇÃO,
FALA QUE JÁ TEM APOIO DE 4 VEREADORES, DOIS DELES DA BASE DE CARTAXO. TALVEZ PELO DISCURSO QUE SUSTENTA. ELE DEFENDE
UMA MESA INDEPENDENTE, ECLÉTICA, QUE PRESTIGIE GOVERNO E OPOSIÇÃO, OU SEJA, SEM
AMARRAS AO EXECUTIVO, CAPAZ DE ANDAR COM AS PRÓPRIAS PERNAS. VAI SER FÁCIL?
NÃO. ALÉM DE BRIGAR CONTRA DURVAL FERREIRA, HÁ MAIS 3 VEREADORES NA DISPUTA POR
ENQUANTO.
POR QUE UM INTERESSE TÃO GRANDE EM ABOCANHAR A PRESIDÊNCIA
DA CÂMARA DA CAPITAL? NÃO É EXCLUSIVAMENTE PARA
OXIGENAR A CASA E DAR A ELA UMA VISÃO MAIS ARROJADA E MAIOR CREDIBILIDADE
PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA, ACREDITE. HÁ MUITO MAIS EM JOGO, A COMEÇAR PELO SALÁRIO QUE
RECEBE UM REFORÇO DE 30%. ISSO REPRESENTA CERCA DE 5 MIL REAIS A MAIS EM CIMA DO
SALÁRIO DE 16 MIL E 700 REAIS DE UM VEREADOR. FORA AUXÍLIO GASOLINA. O
PRESIDENTE DA CÂMARA É AINDA O TERCEIRO NA LINHA DE SUCESSÃO DA PREFEITURA. SEM
CONTAR NO PODER INERENTE AO CARGO PARA NOMEAR PRESIDENTES DE COMISSÕES,
DIRETORIA, PROCURADORIA... HÁ AINDA UM OUTRO PONTO A SER CONSIDERADO: A
PROJEÇÃO QUE O CARGO CONFERE.
NÃO É À TODA QUE LUCAS DE BRITO, DURVAL FERREIRA E OUTROS
PARLAMENTARES BRIGAM PELO COMANDO DA CÂMARA. ALGUNS VÃO FICAR SÓ NA BRIGA. NO
CASO ESPECÍFICO DO JOVEM VEREADOR, ELE PODE ATÉ NÃO VENCER ESSA BRIGA MAS,
PELO PROTAGONISMO QUE VEM EXERCENDO NA BANCADA DA OPOSIÇÃO, TEM TUDO PARA
CRESCER NO JOGO E SE PROJETAR PARA OS PRÓXIMOS COMBATES.
Existe um lado de mim que ninguém conhece mas que pulsa pra ser revelado. Um lado que me traduz porque é a extensão da minha alma. Há coisas que palavras não definem. Mas há palavras que traduzem os sentimentos que repousam em nosso coração. A Rejane Negreiros, antes de ser jornalista, é mulher, mãe, esposa... é corpo e espírito! Sejam bem vindos!
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Costuras pós-eleições
Luciano Cartaxo anunciou mudanças no seu quadro de
auxiliares. Afastados de seus cargos
para trabalhar na campanha do Prefeito
reeleito, Zennedy Bezerra e Diego Tavares voltam à gestão. O primeiro retoma a Secretaria
de Articulação Política da Capital. O outro desembarca em Brasília como Secretário de Acompanhamento Governamental com a
difícil missão de barganhar apoio, pedir dinheiro, cobrar investimentos,
pressionar parlamentares e Governo Federal a liberarem recursos para a capital
paraibana.
Um desafio e tanto
para o ex-secretário de Comunicação e também do Trabalho que aposta na
criatividade para superar a crise. Bem, eu diria que a tarefa vai exigir dele
algo mais além de criatividade e jogo de cintura. É bem verdade que na capital
federal, e me refiro ao Congresso Nacional, os gatos são pardos também de
dia... Mas há um quadro de contenção que regula e estrangula o repasse de
verbas federais a Estados e Municípios, e se aprovada a PEC 241, que estabelece
arrocho aos gastos públicos, Diego Tavares terá que se superar na lábia e nas
barganhas políticas. Foi-se o tempo em que um bom discurso ganhava o jogo.
Mas essas não devem ser as únicas peças a serem remanejadas.
Aliados importantes de Cartaxo que não conseguiram vencer nas urnas devem ser
aproveitados. Caso de Marmuthe Cavalcanti, Benilton Lucena... Muito provavelmente vereadores eleitos de
partidos que coligaram com o PSD serão acomodados em secretarias. Com isso,
Cartaxo agrada a gregos e troianos e não vira as costas àqueles que o acompanham
desde os áureos tempos de militância petista.
E Cartaxo precisa mesmo reforçar seu time na Câmara de
Vereadores. Para isso, nada melhor que velhos companheiros de guerra,
acostumados às batalhas na seara parlamentar. Isso porque cresce a massa de
interessados em disputar a presidência da casa onde o Prefeito sempre contou
com a firmeza de Durval Ferreira. Oposicionistas e vereadores da base aliada já
manifestaram o desejo de ocupar a cadeira. Para garantir que a Câmara não seja
um empecilho aos seus projetos, ele precisa contar com um presidente que
conheça o regimento e coloque os interesses da Prefeitura à frente de tudo – e de
todos.
Não demora para a dança das cadeiras começar. A cara do alto escalão de Cartaxo vai sofrer mais mudanças e a da CMJP também.
Não demora para a dança das cadeiras começar. A cara do alto escalão de Cartaxo vai sofrer mais mudanças e a da CMJP também.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Luciano Cartaxo/PSD em Primeiro Plano
A rodada de entrevistas com os candidatos à prefeitura de
João Pessoa no Primeiro Plano chegou ao segundo dia. Conversei com Luciano
Cartaxo, do PSD. Cartaxo tenta a reeleição e chega às vésperas da votação com
uma certeza: é o mais bem colocado nas pesquisas. Seu índice de rejeição tem
caído e ainda há certa folga temporal para ampliar essa vantagem no jogo. Mas
não dá para cantar vitória. Não até saber o resultado das urnas.
A favor de Cartaxo há um mandato inteiro. Contra Cartaxo há também
um mandato inteiro. Obras que dividem opiniões, arrancam elogios e críticas.
Caso do novo Parque da Lagoa: se por um lado há quem o aplauda por devolver à
cidade um patrimônio que envelhecia sem manutenção ou intervenções mais
robustas; por outro, há quem o questione e cobre explicações sobre relatório da
CGU, a Controladoria Geral da União, que apontou desvio de milhões de reais na execução do projeto.
A favor de Cartaxo há 4 anos de gestão. Contra ele, os
mesmos 4 anos. Nesse período, muito se prometeu e nem tudo foi feito. Há quem
comemore a construção do viaduto Geraldo Mariz (que ajudou a escoar o trânsito
da avenida Epitácio Pessoa); há quem se dê por satisfeito com as melhorias nas
estruturas das escolas, com as construções de praças que promovem a prática de atividades
físicas... Há também quem questione – desconfiado
– da prematura morte do Hospital da Mulher, projeto que nunca saiu do papel por
questão de ordem financeira segundo Cartaxo. Há quem reclame da ausência de um
plano de mobilidade urbana, do BRT, da demora da construção da ponte sobre o Rio
Jaguaribe, na avenida Beira Rio, e todos os transtornos que surgiram quando a
obra começou em junho de 2014.
Há muitos dedos apontados contra o atual gestor da Capital.
Há também muitas desculpas e transferência de responsabilidades: seja no
quesito segurança pública, seja no quesito saúde. Mas Cartaxo, orientado por
sua equipe, adotou uma estratégia que parece surtir efeito na maioria dos
eleitores: foge das questões mais polêmicas e concentra sua atenção no que
considera os pontos mais fortes de sua administração: capacitação da guarda
municipal, iluminação de espaços públicos, climatização de escolas, realização
de concurso e convocação de todos os aprovados... Isso é pouco para alguns, mas
parece suficiente para outros. Tanto que Cartaxo só cresce nas pesquisas de
intenção de voto.
Se as eleições fossem hoje, provável que estivesse eleito. Mas
as eleições são só daqui a 2 semanas, e historicamente, na Paraíba, aqueles que
tinham a máquina na mão e estavam bem nas pesquisas foram derrotados. Sabendo
disso, Cartaxo não se dá ao luxo de relaxar. Tanto que diz: só paro às 5 da
tarde do dia 2 de outubro. É... Guerra é guerra.
terça-feira, 20 de setembro de 2016
Disputa eleitoral. TV Manaíra dá início à segunda rodada de entrevistas com candidatos à Prefeitura de João Pessoa
Hoje eu conversei com Victor Hugo, do PSOL. O candidato à
prefeitura da capital abriu a segunda rodada de entrevistas do Primeiro Plano, TV
Manaíra. Victor Hugo é o que menos tem pontuado nas pesquisas de intenções de
voto mais recentes: 2% em uma, menos de 1% em outra. Ele não desqualifica os
números mas prefere ignorar os resultados. Diz que está focado no trabalho que
tem feito nas comunidades e acredita que, por representar uma alternativa aos
modelos de gestão já conhecidos do eleitor, pode crescer nessa reta final de
campanha. Auditor fiscal do Estado, nunca disputou um cargo eletivo. Para ele,
esse é um ponto positivo. É o novo na disputa
contra velhas políticas, afirma.
Representante de um partido que optou por não se coligar com
nenhum outro, rechaçando assim as alianças de ocasião, Victor Hugo, no quesito transporte
público – um dos calos de qualquer gestor –, promete quebrar o monopólio
empresarial, abrir o mercado e, com isso, estimular o que chama de boa competição
entre as concessionárias. Isso as obrigaria a melhorar o serviço e praticar
preços mais competitivos. Esse talvez
seja o ponto de maior destaque de Victor Hugo em relação aos demais
concorrentes.
No mais, é tudo muito parecido. Com o fim de ajudar no
combate à violência, o candidato do PSOL propõe investir em iluminação pública
e na melhoria da infraestrutura das periferias; na saúde, quer ampliar a rede
de atendimento familiar. A palavra de ordem é humanizar. Para isso, propõe
também integrar secretarias, promover cultura e fortalecimento dos movimentos
sociais. Como vai fazer isso sem experiência em gestão? Com vontade e controle
dos gastos públicos, garante, começando pelo corte na carne da máquina,
reduzindo o inchaço e queimando gorduras.
Esse discurso é bom, mas tem um impacto muito pequeno no
eleitor que anda ressabiado, desconfiado da classe política. Ainda mais quando
não há parâmetros para comparar uma vez que Victor Hugo nunca teve mandato. Para
alguns eleitores, votar no candidato do PSOL é atirar no escuro. Provar o contrário
a 12 dias das eleições é o maior desafio desse estreante das urnas. Sem a pretensão de vencer, Victor Hugo se
esforça para a desequilibrar a balança que pende para o lado do candidato que
tenta a reeleição. Terá de ser um esforço descomunal, e o histórico de vida, a
questão pessoal, pode ajudar nisso.
Amanhã, 21/09/16, eu converso com Luciano Cartaxo, do PSD. O primeiro
plano começa às 12h55.
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