segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Profissão Prefeito


Nem médico, nem engenheiro. Nem comerciante, nem professor e tampouco advogado.  A principal ocupação declarada ao TSE nas Eleições 2012 foi a de prefeito. Mil novecentos e trinta e quatro candidatos consideram a função de gestor público uma profissão. Isso, além de mostrar o profundo desconhecimento das responsabilidades do chefe do poder executivo municipal, prova que a maioria se candidata (e muitos se elegem) pra legislar em causa própria e defender o privado em detrimento do coletivo.

Ser político virou carreira. Há algo de muito podre nisso tudo!
Pouco importa ao que parece, o preparo, a formação acadêmica. Acumulação de mandatos, também chamada por aí de “experiência”, virou regra precípua pra se medir competência.

Engraçado! Getúlio Vargas era advogado, Juscelino Kubitschek, médico. A história dá conta de economistas, juristas, filósofos, professores, historiadores, metalúrgicos... Pena que não há só os que governam para o povo. Sanguessugas que se valem da ignorância alheia e se sustentam nas tetas da coisa pública tem aos montes! São como praga, se multiplicam fácil. Foi assim que rapidinho institucionalizaram a corrupção. Fizeram dela um partido. Deve ser por isso que está cheio de prefeito profissional por aí!

sábado, 3 de março de 2012

Ela me define

Olhei pra ela, vi as marcas do tempo fazendo sulcos em seu rosto. Tão implacável, tão senhor de si! Seria cruel se esse mesmo tempo não tivesse me dado os melhores dias da minha vida ao lado dela. É bom saber que ele passa mas ela continua aqui, sendo a minha força, minha alegria, minha direção. 

Um sorriso dela me basta! E o cheiro? O cheiro dela tem sabor de segurança. E quando ela me abraça e me embala em seu amor, a vontade que dá é de ficar ali, guardadinha. Dá vontade de parar o tempo, mas ele não pára. Talvez essa seja sua maior graça. O tempo depura e ensina que é preciso aproveitar cada instante. 
Não canso de olhar. Não canso de contemplar! Ela é a obra de Deus que faz arte em minha vida; que faz da vida, uma arte! 

Carinhosa, fala comigo como se eu ainda fosse uma criança. Zeloza, me mima e enche de dengos. Cada gargalhada dela, me transforma e, nos detalhes, vejo que o tempo foi bondoso comigo. Que bom que ele segue seu curso. Que bom que ele deixa seus traços. É assim que ele mostra o quanto ela é especial, e necessária, e indispensável! Ah, mãe, como eu te amo!

Não é exagero dizer que és o milagre de Deus em minha vida.  Sou tão dependente e reconheço isso com orgulho. Sabe por quê? Porque, graças a Deus, vejo que estou realizando meu sonho: cresci e sou igual a você!!          

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vivendo e aprendendo

O ser humano às vezes se doa demais na expectativa de receber na mesma proporção. Isso se chama egoísmo. Quando essa expectativa é frustrada, se magoa. Isso se chama orgulho.

Bom é quando alguém se dá pelo simples prazer de servir, de compartilhar e fica feliz. Isso se chama desprendimento. Mais que isso: se chama crescimento.

Moral da história: não espere que reconheçam o que você faz, apenas faça na certeza de que é o certo e que isso basta.

sábado, 23 de abril de 2011

O amor perdoa

Em uma fração de segundos, o mundo desaba. Você desaba. Sobram pedaços...
Você puxa o ar, mas ele não vem.
Você tenta a afastar a dor, mas ela te consome.
Você procura o chão, mas ele sumiu.
Você se encolhe, se abraça, chora, grita, se cobra e se pergunta: por quê? Como? Quando? Em que momento vocês se perderam?
A cabeça não deixa pensar. Pernas e mãos tremem. Você nega e mais uma vez se culpa. Você cala. Emudece. Você precisa respirar, precisa se achar,  precisa de respostas.
Mas você não consegue organizar as ideais. Está ferida demais. E novamente os fantasmas te perseguem. Não há como correr, como juntar as partes que se desmontaram como num quebra-cabeça. São muitos cacos. A verdade te dilacerou. Acertou em cheio o teu orgulho. Destruiu tuas certezas e plantou tantas dúvidas.
O tempo passa... Você respira tristeza. Dos teus poros exala um desespero cortante.
O tempo... Todos dizem que ele cura as feridas. Você espera numa busca incessante pela paz que te deixou naquele momento em que percebeu que ele não era mais teu, que vocês não mais se pertenciam.  Havia um buraco, um vácuo... E você percebeu que era você que faltava.
Tanto tempo dedicado ao outro. Tantos sonhos devotados ao outro. De repente, caminhar sem o outro era impossível. Ele te dava segurança. Você, ele e a dependência. Um tripé sólido que não te deixava cair, mas que, ironicamente, também não te deixava avançar.
Então você entendeu. Entendeu que a relação adoeceu, que vocês se acostumaram, se acomodaram. Você respirou e pensou: já era.
Agora a dor era outra. Já não era mais a descoberta de que existia alguém entre vocês que machucava mais – alguém que preencheu aquele vazio porque encontrou a brecha. 
A dor de agora pesava a cabeça, embrulhava o estômago, espetava a alma porque tudo estava mais claro: os erros foram minando o que havia de mais belo. Você não viu porque os problemas e as ilusões te absorveram tanto que te cegaram. Faltou cuidado.
Ele tentou avisar. O amor deu sinais que estava sufocando. Você não deu ouvidos e se perdeu. Quando, enfim, você voltou, era ele que já não estava mais. Perceber isso. Enxergar essa verdade é que doía tanto e te corroía vorazmente.
Mas o amor se reinventa. Não morre como o calor das paixões.
Passado o baque, a revolta, a turbulência das emoções desarrumadas, você pondera. Hora de pesar tudo na balança. Passa um filme na sua cabeça. Cada briga, cada reconciliação, todos os sorrisos. Coração e razão se batem. Você respira fundo na ânsia de ouvir a voz daquele que te fortalece e te bombeia vida...  O Tum-tum-tum fica mais forte e agora só pulsa uma certeza: o amor perdoa e te transforma numa pessoa muito melhor.
Saiu o todo o peso. O fardo ficou mais leve. A experiência ruim te fez acordar. Balançou tudo aí dentro e te mostrou que errar faz parte da evolução humana e aprender com os erros é um passo importante pra ser feliz.