Existe um lado de mim que ninguém conhece mas que pulsa pra ser revelado. Um lado que me traduz porque é a extensão da minha alma. Há coisas que palavras não definem. Mas há palavras que traduzem os sentimentos que repousam em nosso coração. A Rejane Negreiros, antes de ser jornalista, é mulher, mãe, esposa... é corpo e espírito! Sejam bem vindos!
quarta-feira, 25 de abril de 2018
segunda-feira, 2 de abril de 2018
A tentação de Ricardo
Se há algo de
certo na política paraibana, são as dúvidas que a cercam. O
cenário que antecede as eleições é uma grande interrogação. Não
é que estejam fazendo mistério. É que de certeza mesmo só o prazo
da desincompatibilização que acaba nos próximos dias.
A semana vai ser
decisiva, e muito porque algumas peças importantes desse tabuleiro
dependem do movimento de uma outra peça que vai definir o próximo
estágio do jogo: Ricardo Coutinho. Ele sai ou não sai?
Arrisco dizer que
nem mesmo ele tem a resposta. Nem os que o acompanham. Pelo caminho
natural, o destino do socialista seria o Senado. Ricardo cede à
tentação ou se penitencia, crucificando sua ascensão pessoal em
nome de algo maior?
Há muito o que
pensar. Há muito o que ouvir. O socialista está entre a cruz e a
espada. Há um projeto político em questão. Algo grande demais que
torna a decisão penosa, quase um martírio.
Os sinais de
Ricardo confundem e dão margem a erros de diagnóstico.
Embora muitos insistam na tese de
que ele vai ser candidato. Bem, com paixões ou sem paixões, sexta-feira
saberemos.
terça-feira, 27 de março de 2018
Uma eleição, três turnos
Se ainda não dá pra saber o rumo das
peças no tabuleiro político paraibano, pelo menos de uma coisa a gente pode
ter certeza: essa vai ser uma eleição de pelo menos 3 turnos.
A atipicidade se dá, a
princípio, pelas indefinições do processo. Só depois de 7 de abril é que
poderemos ver as coisas sem o véu da incerteza que repousa sobre quem vai ou
não abrir mão do mandato para entrar de cabeça na disputa. Vencido esse estágio, o próximo
turno: as convenções partidárias que vão de 20 de julho a 5 agosto.
Até lá, tudo é volátil demais,
portanto, muito frágil. O que parece certo pode mudar ao sabor da maré
partidária. Até lá, nomes aparentemente consolidados podem sair de cena, e
candidatos-surpresa podem virar o jogo internamente. Tudo vai depender do
momento, do cenário, do que vão dizer as pesquisas.
O terceiro turno vai ser em 7 de
outubro. Campanha curta que caminha para uma polarização embora a teoria
dominante afirme hoje que teremos 3
candidaturas fortes com PSB, MDB, PV puxando o bloco das oposições.
É possível, mas pouco provável por um motivo simples porém pragmático: nem aqueles que defendem a reunificação das oposições
acreditam mais na força desse projeto.
Entende agora o porquê da
polarização? As movimentações e as conversas que flutuam nos bastidores levam a
crer que poderemos ter uma composição entre os cartaxistas e ricardistas. Perceba que
falo de grupos, não de nomes... porque os nomes são tão incertos quanto o
futuro político da Paraíba.
segunda-feira, 26 de março de 2018
Candidato ou não, Ricardo Coutinho é quem dá as cartas do jogo
Há muita
especulação no jogo.
Pudera! Num cenário de incertezas, onde tudo é
abstrato, reina a teoria das hipóteses. O mistério é rito natural do processo.
Cada um que segure suas cartas. Afinal, há também muita coisa em jogo.
As notícias chegam a conta-gotas. Um diz uma coisa,
outro diz outra e, assim, cozinham as definições em banho-maria. A verdade é que
soltam apenas o que querem.
Assim vai ser até 7 de abril. Até lá, tudo o que disserem pode ser apenas boato. Tentativa
de embaralhar o jogo alheio.
O que se sabe até agora? Que João Azevedo, do PSB, é
pré-candidato ao governo. Que José Maranhão também está na pista, que Luciano
Cartaxo mudou de partido e apoia a candidatura do irmão, Lucélio. Sabe-se que
Manoel Júnior deixou o MDB e que Romero Rodrigues não aterrissou na reunião do
ninho tucano na última semana.
É muito pouco. Está em vigor a política do quanto
menos agora, melhor . Todos estão tirando de tempo - as preliminares permitem
- e só vão mostrar suas cartas no tempo de Ricardo Coutinho. É ele, candidato
ou não, que vai puxar os demais jogadores pro meio de campo.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Julgamento de Lula: cada cabeça, uma sentença
O dia D se aproxima. 24 janeiro. Falta menos de uma semana para o ex-presidente Lula ser julgado em Porto Alegre. Três desembargadores vão se posicionar sobre a sentença em primeira instância do juiz Sérgio Moro, que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
É um julgamento em segunda instância, e ele traz 3 possíveis resultados: absolvição, condenação por unanimidade e condenação sem unanimidade. A primeira é ótima pra Lula. A segunda, ruim. A última opção, intermediária.
Se houver condenação por unanimidade, a defesa pode entrar com embargos declaratórios. Lula não seria preso de imediato e a decisão poderia ser questionada em instâncias superiores. Se condenado for, mas por apenas 2 dos desembargadores, a defesa pode entrar com embargos infringentes, e o processo terá de ser julgado novamente por mais 3 desembargadores. Isso por causa da presunção de inocência prevista no ordenamento jurídico brasileiro
A condenação de Lula pode mudar o rumo das eleições de outubro em virtude da Lei da Ficha Limpa que determina a inelegibilidade de um candidato condenado em segunda instância. A lei não fala se a condenação tem de ser por unanimidade.
O julgamento e provável condenação de Lula tem dividido opiniões. Há uma corrente que pede a prisão do petista, e uma outra que garante que não há provas que sustentem tal decisão. Há inclusive um movimento, internacional até, que defende que uma eleição sem Lula enfraquece a democracia.
Entre os defensores dessa ideia, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. O socialista diz que justiça se faz com provas e, de acordo com ele, elas não existem. Ricardo critica o que petistas têm chamado de julgamento jurídico. Para o governador da Paraíba, isso é uma afronta ao Estado de Direito.
E um fato recente veio pra botar mais lenha nessa fogueira. A juíza federal Luciana Correa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, determinou a penhora dos bens da OAS. Entre eles, o tríplex do Guarujá, atribuído a Lula pelo juiz Sérgio Moro.
É uma guerra de togas, entendimentos diferentes. Mas na justiça, só a letra da lei pode ser dura ou literal. A interpretação delas é aberta, subjetiva, relativa. Isso significa que prever ou antecipar qualquer resultado para o dia 24 é, no mínimo, uma cilada. São 3 julgadores. E já diz o ditado: cada cabeça, uma sentença.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Corrupção mata... De uma forma ou de outra
O acidente que tirou a vida de 10 paraibanos na BR 251, em Minas Gerais, pode ter sido fruto da imprudência mesmo, mas também foi efeito colateral da corrupção que sangra o país e consome vidas, direta e indiretamente.
A BR 251 é a segunda mais perigosa de Minas. Não sou eu quem diz. É o
Denit. 218 quilômetros são considerados críticos. Os motivos passam pela
péssima conservação da rodovia que é relativamente nova - foi construída
na década de 80 –, mas é estreita e tem movimento intenso porque encurta a viagem entre o Nordeste e o Sudoeste do país
em 300 quilômetros.
Estreita e mortal como muitas rodovias do Brasil. Relatório da
Confederação Nacional de Transportes divulgado no fim de 2017 apontou que 61,8%
dos 106 mil quilômetros avaliados foram considerados regulares, ruins ou
péssimos.
A queda na qualidade das nossas estradas é
resultado do baixo histórico de investimentos na malha rodoviária brasileira. O
estudo da CNT aponta que em 2011 o governo federal disponibilizou pouco mais de
R$ 11 bilhões para melhoramento da estrutura das rodovias do país. Em 2016, o
volume investido despencou: R$ 8,61 bilhões.
Foi a crise? Ela contribuiu. Mas foi também a
corrupção que desviou e desvia dinheiro da saúde, da educação, de obras
públicas... Que usa o material mais barato ou que superfatura contratos.
Pode não parecer, pelo menos à primeira vista, mas
a corrupção suga, atrapalha, congela investimentos. E porque privatiza recursos
públicos e muda as prioridades, também mata...
Direta ou indiretamente.
Números da Paraíba
Na contramão de uma tendência nacional, 76,4% das
estradas e rodovias do Estado são consideradas regulares, boas ou ótimas de
acordo com a CNT. No Nordeste, a Paraíba fica em segundo lugar em número de
rodovias mais bem avaliadas, só perde para Alagoas.
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Reformar é preciso, deformar não é preciso
Está lá no dicionário: reformar é extirpar o mal, retificar, corrigir.
Logo, em tudo na vida, reformar é preciso. Como fazê-lo é que são elas. Reforma não é puxadinho, que se faz de qualquer jeito. Do contrário, corre-se o risco de a emenda ficar pior que o soneto.
Uns fazem reforma em casa... Outros, reforma íntima. Mas na esfera pública, há também necessidade de reformas. Secretários, ministros mudam! Leis são alteradas na intenção de melhorá-las. E isso é um problema: intenção não é garantia de sucesso.
Há reformas que estão mais para deformas. Veja a da previdência! Torna mais rígidas as regras para o trabalhador do regime geral, mas não acaba com os privilégios de deputados, senadores, juízes. Não acaba com privilégios de ex-gestores que acumulam aposentadoria com salários dos cargos que hoje ocupam. Ex-gestores que burlam a Constituição Federal amparados por uma lei menor, uma norma estadual, que garante o benefício a 6 ex-governadores da Paraíba.
De acordo com o Tribunal de Contas do Estado, Roberto Paulino, Cássio Cunha Lima, José Maranhão, Cícero Lucena, Milton Bezerra Cabral e Wilson Braga custam mais 141 mil reais por mês aos cofres públicos. São super-salários! Como aposentados recebem mais de 23 mil reais cada um.
Oito viúvas de ex-governadores, 59 ex-deputados e 62 viúvas de ex-deputados também têm seus privilégios. Juntos eles pesam nas contas. A despesa com eles é de 1 milhão e 400 mil reais por mês.
A menor pensão passa dos 7 mil reais. A aposentadoria mais baixa gira em torno dos 12 mil. Na maioria dos casos, em se tratando do legislativo, o tempo de contribuição de cada um dos titulares não chegou ao tempo mínimo de contribuição exigido pelo INSS para o trabalhador comum que é de 15 anos.
E os que se aposentaram depois de ocuparem cargos no executivo? Tempo máximo de contribuição: 8 anos. Teve gente que ficou dias no cargo e foi beneficiada. Todos amparados pela legislação.
Em alguns Estados, a lei que garante esse tipo de aposentadoria foi derrubada. Em outros, onde ela continua valendo, poucos abriram mão de parte do salário e acumulam até o limite do teto imposto pelo Constituição. Caso de Cristovam Buarque/PPS.
Como se vê, privilegiados num Brasil onde a imensa maioria é miserável ou pobre, não faltam. O que falta mesmo é vontade política para fazer uma reforma que corrija tantas distorções, que estirpe esse tipo de mal, e que promova justiça social.
Coluna exibida na BandNews FM Manaíra
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Zé Maranhão: de olho no trono
Se em terra de cego quem tem um olho é rei. Imagine quem tem os dois? A provocação de Zé Ramalho bem que serve a um outro Zé, o Maranhão. Ambos paraibanos, porretas, cada um a seu modo. Um na música, outro na política. Enquanto um canta as coisas da vida, o outro anda cantando apoio para mais um projeto: o quarto mandato como governador da Paraíba.
E não se engane! Aos 84 anos, Zé Maranhão ostenta invejável forma... Política. Com a expertise que lhe é característica, se articula como poucos, se movimenta rápido e avança rumo a uma possível chapa com os tucanos de Campina Grande. Esteve de conversa com Romero Rodrigues, prefeito da cidade. Até foto postou. Um recado pra mostrar que não brinca em serviço.
Zé pode ser a aposta das oposições, mas também pode se virar contra elas e abrir uma nova rota, começar uma nova disputa, desmontando, assim, a união alardeada pelo grupo. E se unindo ao PSDB, enfraquece o PSD.
Definitivamente o jogo não está jogado. Mas Zé tem dois olhos bem abertos! Enxerga bem que é uma beleza e parece ter cansado de brincar de súdito. O mandachuva do PMDB da Paraíba está com cara de quem quer retomar o trono, a coroa e o comando do Estado. Experiência pra isso tem. História também, e vontade não lhe falta.
Coluna exibida na Band News FM Manaíra em 05 de janeiro.
E não se engane! Aos 84 anos, Zé Maranhão ostenta invejável forma... Política. Com a expertise que lhe é característica, se articula como poucos, se movimenta rápido e avança rumo a uma possível chapa com os tucanos de Campina Grande. Esteve de conversa com Romero Rodrigues, prefeito da cidade. Até foto postou. Um recado pra mostrar que não brinca em serviço.
Zé pode ser a aposta das oposições, mas também pode se virar contra elas e abrir uma nova rota, começar uma nova disputa, desmontando, assim, a união alardeada pelo grupo. E se unindo ao PSDB, enfraquece o PSD.
Definitivamente o jogo não está jogado. Mas Zé tem dois olhos bem abertos! Enxerga bem que é uma beleza e parece ter cansado de brincar de súdito. O mandachuva do PMDB da Paraíba está com cara de quem quer retomar o trono, a coroa e o comando do Estado. Experiência pra isso tem. História também, e vontade não lhe falta.
Coluna exibida na Band News FM Manaíra em 05 de janeiro.
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Crise econômica x crise moral
A pressão de Michel Temer, a negociação de cargos e emendas
em troca de apoio surtiram efeito. O presidente ganhou a queda de braço com a
Procuradoria Geral da República e garantiu a vitória na Câmara Federal graças
aos 263 deputados que rejeitaram a denúncia de corrupção passiva contra ele.
Dos 6 paraibanos que engrossaram esse placar, não há muito o
que comentar. Todos da base de sustentação do presidente. Cinco votaram pela
investigação. Foi daí que veio a surpresa. Wellington Roberto, do PR,
contrariou a orientação do partido - e até mesmo a própria trajetória - e se
posicionou contra Temer, inclusive contra a reforma da Previdência dizendo que
não trairia seus eleitores. Um lampejo de coerência? Ou o medo das urnas. Sim,
porque quem tem mandato, tem medo. Precisa de voto.
Houve um faltoso:
Wilson Filho, do PTB, líder da bancada federal. Alegou uma viagem aos
Estados Unidos. Mas aí, nenhuma estranheza. O deputado tem fugido de embates
profundos. É uma estratégia para não ficar mal com o governo nem com a base
eleitoral dele. Mas omissão, devia saber, é um pecado.
Os que salvaram o pescoço de temer, o fizeram em nome da
economia. Fecharam os olhos para as provas apresentadas por Rodrigo Janot
contra o presidente porque acreditam que a queda dele traria prejuízos à retoma
do crescimento do país. Na balança entre a estabilidade econômica e o
compromisso moral de combate à corrupção, ganhou a primeira. Reverter,
portanto, a crise moral e política que assola o país não é a prioridade da
lista da maioria dos deputados federais.
E o balcão de negócios não acabou. Virada essa página, o
governo agora concentra as atenções na reforma da Previdência. Essa vai ser uma
batalha mais difícil. Quiçá mais cara... Custeada com dinheiro público.
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Temer, André Amaral e a cultura do descaso
Falta capacidade técnica, sobra (des)arranjo político. André
Amaral, deputado federal pelo PMDB, pode ser o novo ministro da cultura. É
naquele modelo: só tem tu, vai tu mesmo. O jovem de 26 anos é a aposta de Temer
que, vamos combinar, já não tem tantas apostas assim.
Amaral chegou ao posto de deputado por ironia do destino. Suplente
nas eleições de 2014 quando o PMDB optou por uma chapa puro sangue, assumiu a
titularidade em definitivo logo que Manoel Júnior abriu mão do mandato para se
tornar vice-prefeito de João Pessoa.
André Amaral teve pouco mais de 6 mil votos, atuou no PMDB jovem e
só. Não concluiu o curso superior. Mas até aí nenhum problema poque diploma, em
tese, não mede capacidade. O problema é a pouca intimidade do parlamentar com a
pasta em questão, o conhecimento inexpressivo, a falta de traquejo para lidar
com a temática com a atenção que ela merece.
A indicação de André Amaral é só um espinho numa ferida exposta. A
turbulência na pasta mostra que o governo está sem prumo. São 3 quedas de
ministros em pouco mais de 1 ano e uma série de polêmicas e protestos da classe
artística. Você deve lembrar. Logo que assumiu a presidência, Temer ensaiou
acabar com o Ministério.
Hoje, sem recursos, o Minc não parece muito atrativo. O
ex-ministro interino, João Batista de Andrade, chegou a dizer que o Ministério
é inviável. Quando assumiu a bronca, precisou administrar um corte de 43% no
orçamento. Disse até que há um descaso institucional e lembrou que o Fundo
Nacional de Cultura, que já teve R$ 500 milhões na conta, hoje não dispõe de um
centavo sequer, ou seja, o Ministério é uma bomba relógio.
A inexperiência de André Amaral, caso o nome dele se confirme, não
deve aplacar a crise, tampouco trazer desenvolvimento à pasta quando não há
investimento. Pode até representar crescimento meteórico para a carreira
política do jovem paraibano, mas é bom lembrar: quando se vai com sede demais
ao pote e, sem planejamento se dá um passo maior que as pernas, o tombo é
inevitável.
Ricardo Coutinho leva o mandato até o fim? O que a LDO sugere?
A aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias na Assembleia
Legislativa produz efeitos para além da gestão administrativa. Há uma mensagem
subliminar por trás da imposição de um teto por parte do governo para os
poderes legislativo e judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas. E
essa mensagem é política com interpretações que testam a imaginação de qualquer
um.
Há a tese do equilíbrio fiscal que não deixa de ser
verdadeira. Afinal, é preciso arrochar o nó e fechar as torneiras já que a
arrecadação do Estado vem caindo e os repasses federais também. Mas será só
isso? Desde ontem tem muita gente se
coçando para entender ou enxergar o que pode estar por trás do óbvio.
Isso porque em 2018 o controle total do repasse do duodécimo
para os demais poderes estará nas mãos de Ricardo Coutinho, e, a partir de
2019, do novo governador que assumir o comando do Estado. Com o limite do
repasse dos bilhões de reais que o governo arrecada junto com os impostos que
pagamos, se houver incremento da receita, isso não entra no bolo a ser fatiado.
Percebe? Fica tudo para o executivo. Se os demais poderes precisarem de alguma
suplementação, quem bate o martelo, quem libera ou não é o chefe do poder estadual.
É poder demais!
É isso que intriga muita gente: será que este é um sinal de
que Ricardo Coutinho pretende ficar no mandato até o fim? E quem seria seu
sucessor? O PSB diz que nomes não faltam, mas não é bem assim. Ainda esta
semana falei sobre a guerra fria entre Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues. Há
ali uma disputa de egos e de forças. Alguém vai ter que ceder no fim das
contas. Se for Cartaxo, ele hastearia bandeira branca e faria uma composição
com o PSB de Ricardo Coutinho? Há quem diga: improvável. Mas, como na política
todo fato controverso vira resultado do dinamismo do processo, eu,
sinceramente, não duvido é de nada.
terça-feira, 7 de março de 2017
O VELHO CHICO FEZ A TRANSPOSIÇÃO PARA AS ÁGUAS DE CARTAXO
A FRASE DO TÍTULO NÃO É MINHA. É DO LÍDER DA OPOSIÇÃO, VEREADOR BRUNO FARIAS EM REFERÊNCIA À MUDANÇA DE POSTURA E DE LADO DE CHICO DO SINDICATO, DO PT DO B. O SINDICALISTA SEGUIU A CORRENTEZA QUE LEVOU LUCAS DE BRITO PARA AS MARGENS DA BANCADA GOVERNISTA.
COM ESSA ADESÃO, O PREFEITO DE JOÃO PESSOA, LUCIANO CARTAXO, PASSA A CONTAR COM APOIO DE 18 DOS 27 VEREADORES DA CÂMARA. MAIORIA ABSOLUTA. SE FORTALECE NA CASA E FORTALECE COM ISSO SEU PROJETO DE GOVERNO.
NO CASO DO VELHO CHICO, O QUE HOUVE FOI UMA ESPÉCIE DE RECONDUÇÃO. ELE ROMPEU COM CARTAXO HÁ CERCA DE UM ANO QUANDO ASSINOU A CPI DA LAGOA. AGORA, FAZ JUS À PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO E VOLTA PRA CASA. O ANÚNCIO OFICIAL FOI FEITO HOJE. A JUSTIFICA REPOUSA NO TAMANHO DA FORÇA QUE TEM DE CADA LADO. ELE DIZ QUE VAI SER POSSÍVEL FAZER MAIS SENDO ALIADO DO PREFEITO.
HUMBERTO PONTES, ELEITO PARA O PRIMEIRO MANDATO PELO PT DO B, LAMENTOU A DECISÃO DO COLEGA E GARANTIU QUE O PARTIDO PERMANECE NA OPOSIÇÃO. JÁ O BRUNO FARIAS DISSE O SEGUINTE: "NINGUÉM IMPÕE OU DETERMINA O CAMINHO POLÍTICO DE QUEM QUER QUE SEJA. A BANCADA DA OPOSIÇÃO NÃO TEM AUTORIDADE PARA EXERCER A TUTELA SOBRE SEUS INTEGRANTES. QUEM ESTÁ NA OPOSIÇÃO, NELA DEVE PERMANECER POR UMA QUESTÃO DE POSTURA, CRENÇA, VALORES, IDEALISMO."
AÍ É QUE TÁ. QUANDO CHICO DO SINDICATO MUDOU DE LADO, NO PASSADO, O FEZ EM FUNÇÃO DA CONJUNTURA, SEGUINDO UMA ORIENTAÇÃO DO PARTIDO. NÃO FOI POR IDEALISMO. AGORA, LIBERADO PELO PT DO B, CEDEU À ARTICULAÇÃO DO LÍDER DA BANCADA GOVERNISTA, HELTON RENÊ. HELTON REVELOU QUE AS NEGOCIAÇÕES COMEÇARAM EM JANEIRO E QUE ISSO É BOM PORQUE, DIANTE DO NOVO TABULEIRO, FICA MAIS FÁCIL PARA OS GOVERNISTAS MOVIMENTAREM AS PEÇAS DO JOGO JÁ QUE A SITUAÇÃO TEM O CONTROLE TOTAL DA INDICAÇÃO DOS PROJETOS.
A GENTE PERGUNTA: BOM PRA QUEM? O CONCEITO DE BOM OU RUIM É SUBJETIVO. E DEVO LEMBRAR QUE, APESAR DA AUTONOMIA E DA INDEPENDÊNCIA DOS PODERES, EXISTE UMA HARMONIA QUE BEIRA A SUBSERVIÊNCIA DO LEGISLATIVO AO EXECUTIVO... EM JOÃO PESSOA, NA PARAÍBA E EM TODO O PAÍS.//
COM ESSA ADESÃO, O PREFEITO DE JOÃO PESSOA, LUCIANO CARTAXO, PASSA A CONTAR COM APOIO DE 18 DOS 27 VEREADORES DA CÂMARA. MAIORIA ABSOLUTA. SE FORTALECE NA CASA E FORTALECE COM ISSO SEU PROJETO DE GOVERNO.
NO CASO DO VELHO CHICO, O QUE HOUVE FOI UMA ESPÉCIE DE RECONDUÇÃO. ELE ROMPEU COM CARTAXO HÁ CERCA DE UM ANO QUANDO ASSINOU A CPI DA LAGOA. AGORA, FAZ JUS À PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO E VOLTA PRA CASA. O ANÚNCIO OFICIAL FOI FEITO HOJE. A JUSTIFICA REPOUSA NO TAMANHO DA FORÇA QUE TEM DE CADA LADO. ELE DIZ QUE VAI SER POSSÍVEL FAZER MAIS SENDO ALIADO DO PREFEITO.
HUMBERTO PONTES, ELEITO PARA O PRIMEIRO MANDATO PELO PT DO B, LAMENTOU A DECISÃO DO COLEGA E GARANTIU QUE O PARTIDO PERMANECE NA OPOSIÇÃO. JÁ O BRUNO FARIAS DISSE O SEGUINTE: "NINGUÉM IMPÕE OU DETERMINA O CAMINHO POLÍTICO DE QUEM QUER QUE SEJA. A BANCADA DA OPOSIÇÃO NÃO TEM AUTORIDADE PARA EXERCER A TUTELA SOBRE SEUS INTEGRANTES. QUEM ESTÁ NA OPOSIÇÃO, NELA DEVE PERMANECER POR UMA QUESTÃO DE POSTURA, CRENÇA, VALORES, IDEALISMO."
AÍ É QUE TÁ. QUANDO CHICO DO SINDICATO MUDOU DE LADO, NO PASSADO, O FEZ EM FUNÇÃO DA CONJUNTURA, SEGUINDO UMA ORIENTAÇÃO DO PARTIDO. NÃO FOI POR IDEALISMO. AGORA, LIBERADO PELO PT DO B, CEDEU À ARTICULAÇÃO DO LÍDER DA BANCADA GOVERNISTA, HELTON RENÊ. HELTON REVELOU QUE AS NEGOCIAÇÕES COMEÇARAM EM JANEIRO E QUE ISSO É BOM PORQUE, DIANTE DO NOVO TABULEIRO, FICA MAIS FÁCIL PARA OS GOVERNISTAS MOVIMENTAREM AS PEÇAS DO JOGO JÁ QUE A SITUAÇÃO TEM O CONTROLE TOTAL DA INDICAÇÃO DOS PROJETOS.
A GENTE PERGUNTA: BOM PRA QUEM? O CONCEITO DE BOM OU RUIM É SUBJETIVO. E DEVO LEMBRAR QUE, APESAR DA AUTONOMIA E DA INDEPENDÊNCIA DOS PODERES, EXISTE UMA HARMONIA QUE BEIRA A SUBSERVIÊNCIA DO LEGISLATIVO AO EXECUTIVO... EM JOÃO PESSOA, NA PARAÍBA E EM TODO O PAÍS.//
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
Ricardo, Cássio e o Senado
2018. Há quem acredite que é muito cedo para se falar em
eleições. O governador Ricardo Coutinho joga nesse time e ainda provoca quando
questionado sobre o Senado. Diz: “por que eu tenho que ser senador?”, “por que
meu projeto político não pode ser diferente disso?” Ora… Poder, pode. Mas
muitos perguntam porque esse é, via de regra, o caminho natural das coisas
depois de dois mandatos consecutivos de governador e na impossibilidade legal
de emendar um terceiro mandato. Foi assim com José Maranhão, eleito em 2014, e
com Cássio Cunha Lima, eleito em 2010.
Dizem que, pessoalmente, o projeto de Ricardo é outro:
disputar a prefeitura de João Pessoa em 2020. Fazer o que não tem sido feito,
segundo ele. Se pudesse escolher, seria essa uma alternativa em potencial. Mas
os planos do PSB para ele podem ser outros. O nome de Ricardo Coutinho já foi
ventilado para disputas nacionais. Falaram até na Presidência da República.
Agora esse crescimento teria que ser construído e a porta de entrada seria o
Senado Federal.
O mandato de senador é de oito anos. Em uma eleição são
renovados dois terços das 81 cadeiras do Senado, que tem três senadores para
cada Estado da federação; na eleição seguinte, há a renovação de apenas um
terço. Em 2018, duas das três vagas de senadores paraibanos vão estar
disponíveis: a de Raimundo Lira/PMDB, que assumiu a vaga de Vital do Rêgo –
hoje ministro do TCU, e a de Cássio Cunha Lima/PSDB Lira tem feito um trabalho
reconhecido pelo Partido e pelo Congresso. Já chegou até ser cogitado para
Ministro de Michel Temer. Foi ele quem presidiu a comissão do impeachment de
Dilma Rousseff e vai ser ele o novo líder do partido no Senado, função hoje
ocupada por Eunício Oliveira. Lira é riquíssimo. Tem uma fortuna avaliada em
mais de 55 milhões de reais. Pode muito bem bancar a própria eleição e levar
uma das vagas. E ele bem que está gostando do ofício.
Para a vaga restante, uma super e histórica disputa entre
Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho. Eles já se odiaram, já se amaram e hoje
estão em lados opostos como um casal depois de separação conturbada. Ricardo
tem grandes possibilidades. Tem sido protagonista nos encontros de governadores
do Nordeste. Tem apoio de Lira. Sem falar que o PSB pode fechar com PMDB e
formar uma aliança para indicar 2 nomes para a disputa. Esse estratégia é bem
comum. Cássio tem feito um bom trabalho no Senado, foi um dos principais
articuladores do Impeachment, ganhou ainda mais projeção nacional, mas pode
sofrer o abalo da provável candidatura do adversário socialista.
Se isso se concretizar, Se Ricardo Coutinho entrar na briga
por uma das duas vagas no Senado, Cássio Cunha Lima que se prepare. O chumbo é
grosso e a possibilidade de não se reeleger, real.
Transparência pública: o calo de gestores paraibanos
No quesito transparência pública tem prefeitura paraibana
dando exemplo, tem prefeitura fazendo feio. A gestão Luciano Cartaxo, prefeito
de João Pessoa, está no primeiro grupo: aparece no topo do ranking da segunda
avaliação do Índice de Transparência Pública 2016 do Tribunal de Contas da
Paraíba, com nota 9.9, assim como a de Rinaldo Guedes, de Pirpirituba. Apenas
10 das 223 prefeituras do Estado ficaram no topo da lista com notas acima de 9.
Em compensação, 5 tiraram nota 0: Duas Estradas, Areia,
Caaporã, Curral de Cima e Parati. Outras tantas tiveram notas bem baixas em uma
escala que vai de zero a dez. Faltou a essas prefeituras alimentar seus portais
com o básico: informações sobre ações, receita, despesas, licitações, contratos
da gestão dos últimos 6 meses. Faltou fazer o dever de casa e o que rege a
cartilha da constituição.
Dar acesso às informações e publicidade aos atos
administrativos são obrigação do gestor e direito do cidadão. Isso tem que ser
regra, não exceção. É a partir daí que a população acompanha o “andar da
carruagem” da administração municipal, a destinação dos recursos. Essas regras
consolidam a democracia, ajudam no combate à corrupção. Gestor não pode fazer “corpo-mole” diante da
Lei. E isso não beneficia só um lado. Todos ganham! Manter dados atualizados
requer planejamento - o que é essencial para uma gestão que pensa longe - e
traz os benefícios da eficiência e eficácia.
Os dados apresentados pelo TCE, portanto, devem servir a
dois propósitos: para que a população assuma o papel que lhe cabe de
fiscalizador, e para que prefeituras na contramão da lei de acesso à informação
e da transparência implementem as mudanças necessárias para avançar rumo à
melhoria da gestão, começando pelo planejamento de metas, definição de
prioridades de investimento e foco no crescimento.
É preciso que entendam - prefeitos e suas equipes - que é
urgente acabar com a cultura de apropriação da coisa pública, como o
entendimento de que o serviço público deve correr solto, sem rédeas. O dinheiro
que abastece cofres municipais, estaduais, federal é do povo. Precisa ser bem
investido. Precisa de prestação de contas sem barreiras ou muralhas que
dificultem a vigilância da população.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Uma novela chamada eleição da Mesa Diretora do TJPB
Em tese
os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário devem ser autônomos, porém
harmônicos. Sendo assim, cada um passa por um processo eleitoral distinto. Mas
em 2 deles, há um segundo processo de escolha interna, para eleger as mesas
diretoras, ou seja, aqueles que vão administrar Câmaras, Assembleias, Tribunais...
E esses processos nem sempre são pacíficos. Exemplo: em João Pessoa não houve
santo que conseguisse construir um acordo entre as partes que brigam pela
presidência da Câmara. No Tribunal de Justiça da Paraíba, acordo houve, mas não
agradou a todos e o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal. Na última
sexta-feira, inclusive o Ministro Teori Zavascki mandou suspender o resultado e
fazer nova eleição.
Pra você
entender o porquê desse atropelo. Presidente, Vice-presidente e Corregedor de Tribunais
de Justiça são escolhidos entre os mais antigos, os chamados decanos, e desimpedidos.
Só eles poderiam concorrer. É uma resolução que permite que todos, mais cedo ou
mais tarde, cheguem à presidência do órgão. Mas aqui na Paraíba, mudaram o
regimento interno do TJ e aí, e em novembro, entre os 9 candidatos inscritos, elegeram
presidente o desembargador José Alves que não atende ao critério de antiguidade.
Ele, o vice Leandro dos Santos e o corregedor José Aurélio tomariam posse em
fevereiro.
Foi o
desembargador Márcio Murilo, o mais antigo da corte, que procurou o Supremo.
Alegou mudanças que estabeleceram a ampla concorrência e, em
virtude disso, o conflito com normas acima do regimento da casa: a Loje, Lei de Organização
e Divisão Judiciárias da Paraíba, e a Lomam, a Lei Orgânica da Magistratura. Diante da decisão de Zavascki, o presidente do
TJ, Marcos Cavalcanti, convocou nova eleição para esta quinta-feira,
dessa vez entre os 3 desembargadores mais antigos. Eleição que corre o risco de
nem acontecer. É que no fim da tarde desta quarta-feira o desembargador Fred
Coutinho entrou com um Mandado de Segurança para impedir um novo pleito
alegando irregularidades na convocação, entre elas, o prazo curto demais.
E aí a
gente retorna ao início dessa conversa sobre autonomia. É que por debaixo dos
panos, dizem que o Governador do Estado tem interesse particular no resultado
desse processo e estaria tentando interferir para ter, na presidência do TJ, um
aliado de peso. É a conversa que corre solta entre os opositores de Ricardo
Coutinho. Se esse é caso, se o governador tentou viabilizar de alguma forma a
vitória de José Alves, por exemplo, o esforço foi em vão. O TJ tem força para
mudar regimento interno de acordo com os sabores da conveniência, mas não tem
como peitar o STF.
Ao que
parece, essa novela não acaba amanhã. Mais cedo ou mais tarde uma nova eleição
vai ser feita, a depender, mais uma vez, do Supremo.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Reforma da Previdência: o buraco é mais embaixo
A Previdência Social faz
parte da Seguridade Social que abrange ainda a Assistência Social e a Saúde. Graças
a esse modelo, o dinheiro do contribuinte não sustenta apenas o INSS como
muitos pensam. E para financiar toda essa estrutura, necessário se faz outras fontes
de custeio, que geralmente vêm do tesouro nacional e da emissão de dívidas de
acordo com o presidente do INSS, o paraibano Leonardo Gadelha. É isso que, em
tese, torna o sistema deficitário.
Digo em tese porque o
assistencialismo, o caráter social da Seguridade Social não é o maior problema
da Previdência, não é o que mais abocanha as contribuições de empregados,
empregadores, aposentados. O trabalhador sustenta um modelo que, acredite,
falido não está, até porque Previdência não é empresa para abraçar o conceito de
lucro ou prejuízo. Então por que a reforma? Gadelha diz que a Previdência tinha
um rombo de 85 bilhões de reais em 2015. Esse valor saltou para 160 bilhões em
2016 por causa do aumento do desemprego e, consequentemente, de pessoas que
deram entrada ao seguro no INSS. Logo, com menos pessoas contribuindo e mais
gente usando os recursos, a fonte deve se esgotar.
Mas esse, nem de longe, é o
maior ralo por onde escoam os recursos da Previdência. Há outros buracos: o
desvio de receitas da Seguridade Social para o pagamento de dívidas públicas –
e isso acontece há pelo menos 2 décadas, o que contraria a Constituição –, e as
políticas de incentivo concedidas a empresas. São mais de 69 bilhões de reais
que deixam de ser pagos por ano nas chamadas renúncias fiscais segundo levantamento
da Associação Nacional dos Auditores Fiscais. A Anfip fez mais um conta e mostra
que somadas todas as fontes de financiamento sobra dinheiro, ou seja, há superávit.
Questionado sobre isso,
Gadelha diz que o momento é oportuno para o debate. Nas palavras dele, o Estado "é um grande feixe e a sociedade precisa delimitar o tamanho desse feixe, ou
seja, o tamanho da carga tributária e quanto dos recursos da sociedade vai para
o governo, para serviços ou para o repasse de dinheiro" que é o caso da
Previdência. Ele lembra que a última palavra sobre isso é do Congresso, diz que ainda há tempo para mastigar o assunto e chegar a uma fórmula que agrade a
todos.
A reforma da Previdência
propõe mudanças rígidas: idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, tempo
mínimo de contribuição de 25 anos para aposentadoria proporcional, de 49 anos
para aposentadoria integral. Estabelece ainda a contribuição para trabalhadores
rurais, a redução de 50% de pensões com acrescimento de 10% por dependente. São
pontos que precisam, de fato, de ampla discussão.
Por outro lado, o texto,
formulado pelo Governo Federal e não pelo INSS como Gadelha faz questão de
lembrar, traz um ponto que deve agradar à sociedade. Por exemplo, enquadra
ocupantes de cargos políticos, como senadores e deputados eleitos em 2018, nas
regras gerais do INSS, submetidos, portanto, ao teto da Previdência que hoje
gira em torno dos 5 mil e 200 reais. Para Gadelha, “o que há de equivocado nesse
instante e se antecipar e tirar conclusões porque ninguém sabe ainda
efetivamente o que vai sair do Congresso Nacional”. Mas esse é exatamente o x da questão. A preocupação do
povo não é gratuita. Discutir o tema todo mundo quer. Resta saber se o
Congresso está disposto a negociar.
O contra-ataque veio a galope
O contra-ataque veio a rápido. Mal saiu o acordão entre vereadores de joão pessoa - 10 da oposição e 5 da bancada aliada - Durval Ferreira/PP, já tirou uma carta da manga. Lançou, com apoio do prefeito Luciano Cartaxo/PSD, o nome de Helton Renê como vice na chapa onde concorre à reeleição.
Sendo do PCdoB, Helton, embora jogue no time de Cartaxo, seria uma opção aos anseios dos parlamentares que clamam por uma mesa eclética em 2017. Com essa, muitos não contavam. Se boa parte aderiu ao projeto do chapão misto para aumentar a representatividade partidária da Mesa Diretora, agora, diante da alternativa apresentada por |Durval, surge um novo caminho a considerar. Afinal, há quem não queira contrariar o chefe do executivo municipal.
Por enquanto o placar está favorável aos, digamos, dissidentes... são 15 contra 12. E essa conta ainda pode aumentar se 2 dos indecisos abraçarem a causa da mudança. Se as eleições fossem hoje, Durval seria página virada. Mas ainda faltam 40 dias para a escolha. Até lá, muita coisa pode mudar. Se a Chapa Durval Ferreira e Helton Renê não decolar, a Câmara dos vereadores já terá eleito, de forma atropelada, em uma única campanha, dois presidentes.
É isso que querem: garantir dois coelhos com uma tacada só. Isso porque a proposta, sem precedentes na casa, é tornar Marcos Vinícius/PSDB, presidente no próximo biênio já com sucessor garantido: João Corujinha/PSDC. Manobra assinada, inclusive, por Raíssa Lacerda, única eleita pelo PSD para a próxima legislatura. Será?
Sendo do PCdoB, Helton, embora jogue no time de Cartaxo, seria uma opção aos anseios dos parlamentares que clamam por uma mesa eclética em 2017. Com essa, muitos não contavam. Se boa parte aderiu ao projeto do chapão misto para aumentar a representatividade partidária da Mesa Diretora, agora, diante da alternativa apresentada por |Durval, surge um novo caminho a considerar. Afinal, há quem não queira contrariar o chefe do executivo municipal.
Por enquanto o placar está favorável aos, digamos, dissidentes... são 15 contra 12. E essa conta ainda pode aumentar se 2 dos indecisos abraçarem a causa da mudança. Se as eleições fossem hoje, Durval seria página virada. Mas ainda faltam 40 dias para a escolha. Até lá, muita coisa pode mudar. Se a Chapa Durval Ferreira e Helton Renê não decolar, a Câmara dos vereadores já terá eleito, de forma atropelada, em uma única campanha, dois presidentes.
É isso que querem: garantir dois coelhos com uma tacada só. Isso porque a proposta, sem precedentes na casa, é tornar Marcos Vinícius/PSDB, presidente no próximo biênio já com sucessor garantido: João Corujinha/PSDC. Manobra assinada, inclusive, por Raíssa Lacerda, única eleita pelo PSD para a próxima legislatura. Será?
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
NA CMJP: LUCAS DE BRITO SE ARTICULA PARA TOMAR PRESIDÊNCIA DE DURVAL FERREIRA
DURVAL FERREIRA, PRESIDENTE DA CÂMARA DOS VEREADORES DE JOÃO PESSOA,
CONCENTROU TODAS AS ENERGIAS EM UMA ÚNICA COISA: A REELEIÇÃO DELE PARA A PRESIDÊNCIA DA MESA
DIRETORA ONDE ESTÁ HÁ 10 ANOS. TANTO TEM BUSCADO APOIO QUE DEIXOU DE FAZER O
BÁSICO: COBRAR TRABALHO DOS VEREADORES DA CASA. OUTUBRO TEM SIDO UM MÊS MORTO,
SEM APRESENTAÇÃO OU APROVAÇÃO DE PROJETOS. POR FALTA DELES NÃO É. A QUESTÃO É
DE PRIORIDADES... AS DO PEPISTA ESTÃO EM 2017, MUITO EMBORA 2016 COBRE
TRABALHO.
ESSA ALIÁS, É UMA DAS CRÍTICAS DO VEREADOR LUCAS DE BRITO, DO PSL, À GESTÃO DE DURVAL FERREIRA. PARA O VEREADOR RECÉM ELEITO COM MAIS DE 5 MIL VOTOS, O TEMPO DE DURVAL “JÁ DEU”. ELE SE COLOCA À DISPOSIÇÃO PARA O CARGO E TAMBÉM SE ARTICULA. SEM REVELAR NOMES, LUCAS DE BRITO, DA ALA DA OPOSIÇÃO, FALA QUE JÁ TEM APOIO DE 4 VEREADORES, DOIS DELES DA BASE DE CARTAXO. TALVEZ PELO DISCURSO QUE SUSTENTA. ELE DEFENDE UMA MESA INDEPENDENTE, ECLÉTICA, QUE PRESTIGIE GOVERNO E OPOSIÇÃO, OU SEJA, SEM AMARRAS AO EXECUTIVO, CAPAZ DE ANDAR COM AS PRÓPRIAS PERNAS. VAI SER FÁCIL? NÃO. ALÉM DE BRIGAR CONTRA DURVAL FERREIRA, HÁ MAIS 3 VEREADORES NA DISPUTA POR ENQUANTO.
POR QUE UM INTERESSE TÃO GRANDE EM ABOCANHAR A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DA CAPITAL? NÃO É EXCLUSIVAMENTE PARA OXIGENAR A CASA E DAR A ELA UMA VISÃO MAIS ARROJADA E MAIOR CREDIBILIDADE PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA, ACREDITE. HÁ MUITO MAIS EM JOGO, A COMEÇAR PELO SALÁRIO QUE RECEBE UM REFORÇO DE 30%. ISSO REPRESENTA CERCA DE 5 MIL REAIS A MAIS EM CIMA DO SALÁRIO DE 16 MIL E 700 REAIS DE UM VEREADOR. FORA AUXÍLIO GASOLINA. O PRESIDENTE DA CÂMARA É AINDA O TERCEIRO NA LINHA DE SUCESSÃO DA PREFEITURA. SEM CONTAR NO PODER INERENTE AO CARGO PARA NOMEAR PRESIDENTES DE COMISSÕES, DIRETORIA, PROCURADORIA... HÁ AINDA UM OUTRO PONTO A SER CONSIDERADO: A PROJEÇÃO QUE O CARGO CONFERE.
NÃO É À TODA QUE LUCAS DE BRITO, DURVAL FERREIRA E OUTROS PARLAMENTARES BRIGAM PELO COMANDO DA CÂMARA. ALGUNS VÃO FICAR SÓ NA BRIGA. NO CASO ESPECÍFICO DO JOVEM VEREADOR, ELE PODE ATÉ NÃO VENCER ESSA BRIGA MAS, PELO PROTAGONISMO QUE VEM EXERCENDO NA BANCADA DA OPOSIÇÃO, TEM TUDO PARA CRESCER NO JOGO E SE PROJETAR PARA OS PRÓXIMOS COMBATES.
ESSA ALIÁS, É UMA DAS CRÍTICAS DO VEREADOR LUCAS DE BRITO, DO PSL, À GESTÃO DE DURVAL FERREIRA. PARA O VEREADOR RECÉM ELEITO COM MAIS DE 5 MIL VOTOS, O TEMPO DE DURVAL “JÁ DEU”. ELE SE COLOCA À DISPOSIÇÃO PARA O CARGO E TAMBÉM SE ARTICULA. SEM REVELAR NOMES, LUCAS DE BRITO, DA ALA DA OPOSIÇÃO, FALA QUE JÁ TEM APOIO DE 4 VEREADORES, DOIS DELES DA BASE DE CARTAXO. TALVEZ PELO DISCURSO QUE SUSTENTA. ELE DEFENDE UMA MESA INDEPENDENTE, ECLÉTICA, QUE PRESTIGIE GOVERNO E OPOSIÇÃO, OU SEJA, SEM AMARRAS AO EXECUTIVO, CAPAZ DE ANDAR COM AS PRÓPRIAS PERNAS. VAI SER FÁCIL? NÃO. ALÉM DE BRIGAR CONTRA DURVAL FERREIRA, HÁ MAIS 3 VEREADORES NA DISPUTA POR ENQUANTO.
POR QUE UM INTERESSE TÃO GRANDE EM ABOCANHAR A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DA CAPITAL? NÃO É EXCLUSIVAMENTE PARA OXIGENAR A CASA E DAR A ELA UMA VISÃO MAIS ARROJADA E MAIOR CREDIBILIDADE PERANTE A OPINIÃO PÚBLICA, ACREDITE. HÁ MUITO MAIS EM JOGO, A COMEÇAR PELO SALÁRIO QUE RECEBE UM REFORÇO DE 30%. ISSO REPRESENTA CERCA DE 5 MIL REAIS A MAIS EM CIMA DO SALÁRIO DE 16 MIL E 700 REAIS DE UM VEREADOR. FORA AUXÍLIO GASOLINA. O PRESIDENTE DA CÂMARA É AINDA O TERCEIRO NA LINHA DE SUCESSÃO DA PREFEITURA. SEM CONTAR NO PODER INERENTE AO CARGO PARA NOMEAR PRESIDENTES DE COMISSÕES, DIRETORIA, PROCURADORIA... HÁ AINDA UM OUTRO PONTO A SER CONSIDERADO: A PROJEÇÃO QUE O CARGO CONFERE.
NÃO É À TODA QUE LUCAS DE BRITO, DURVAL FERREIRA E OUTROS PARLAMENTARES BRIGAM PELO COMANDO DA CÂMARA. ALGUNS VÃO FICAR SÓ NA BRIGA. NO CASO ESPECÍFICO DO JOVEM VEREADOR, ELE PODE ATÉ NÃO VENCER ESSA BRIGA MAS, PELO PROTAGONISMO QUE VEM EXERCENDO NA BANCADA DA OPOSIÇÃO, TEM TUDO PARA CRESCER NO JOGO E SE PROJETAR PARA OS PRÓXIMOS COMBATES.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
Costuras pós-eleições
Luciano Cartaxo anunciou mudanças no seu quadro de
auxiliares. Afastados de seus cargos
para trabalhar na campanha do Prefeito
reeleito, Zennedy Bezerra e Diego Tavares voltam à gestão. O primeiro retoma a Secretaria
de Articulação Política da Capital. O outro desembarca em Brasília como Secretário de Acompanhamento Governamental com a
difícil missão de barganhar apoio, pedir dinheiro, cobrar investimentos,
pressionar parlamentares e Governo Federal a liberarem recursos para a capital
paraibana.
Um desafio e tanto
para o ex-secretário de Comunicação e também do Trabalho que aposta na
criatividade para superar a crise. Bem, eu diria que a tarefa vai exigir dele
algo mais além de criatividade e jogo de cintura. É bem verdade que na capital
federal, e me refiro ao Congresso Nacional, os gatos são pardos também de
dia... Mas há um quadro de contenção que regula e estrangula o repasse de
verbas federais a Estados e Municípios, e se aprovada a PEC 241, que estabelece
arrocho aos gastos públicos, Diego Tavares terá que se superar na lábia e nas
barganhas políticas. Foi-se o tempo em que um bom discurso ganhava o jogo.
Mas essas não devem ser as únicas peças a serem remanejadas.
Aliados importantes de Cartaxo que não conseguiram vencer nas urnas devem ser
aproveitados. Caso de Marmuthe Cavalcanti, Benilton Lucena... Muito provavelmente vereadores eleitos de
partidos que coligaram com o PSD serão acomodados em secretarias. Com isso,
Cartaxo agrada a gregos e troianos e não vira as costas àqueles que o acompanham
desde os áureos tempos de militância petista.
E Cartaxo precisa mesmo reforçar seu time na Câmara de
Vereadores. Para isso, nada melhor que velhos companheiros de guerra,
acostumados às batalhas na seara parlamentar. Isso porque cresce a massa de
interessados em disputar a presidência da casa onde o Prefeito sempre contou
com a firmeza de Durval Ferreira. Oposicionistas e vereadores da base aliada já
manifestaram o desejo de ocupar a cadeira. Para garantir que a Câmara não seja
um empecilho aos seus projetos, ele precisa contar com um presidente que
conheça o regimento e coloque os interesses da Prefeitura à frente de tudo – e de
todos.
Não demora para a dança das cadeiras começar. A cara do alto escalão de Cartaxo vai sofrer mais mudanças e a da CMJP também.
Não demora para a dança das cadeiras começar. A cara do alto escalão de Cartaxo vai sofrer mais mudanças e a da CMJP também.
quarta-feira, 21 de setembro de 2016
Luciano Cartaxo/PSD em Primeiro Plano
A rodada de entrevistas com os candidatos à prefeitura de
João Pessoa no Primeiro Plano chegou ao segundo dia. Conversei com Luciano
Cartaxo, do PSD. Cartaxo tenta a reeleição e chega às vésperas da votação com
uma certeza: é o mais bem colocado nas pesquisas. Seu índice de rejeição tem
caído e ainda há certa folga temporal para ampliar essa vantagem no jogo. Mas
não dá para cantar vitória. Não até saber o resultado das urnas.
A favor de Cartaxo há um mandato inteiro. Contra Cartaxo há também
um mandato inteiro. Obras que dividem opiniões, arrancam elogios e críticas.
Caso do novo Parque da Lagoa: se por um lado há quem o aplauda por devolver à
cidade um patrimônio que envelhecia sem manutenção ou intervenções mais
robustas; por outro, há quem o questione e cobre explicações sobre relatório da
CGU, a Controladoria Geral da União, que apontou desvio de milhões de reais na execução do projeto.
A favor de Cartaxo há 4 anos de gestão. Contra ele, os
mesmos 4 anos. Nesse período, muito se prometeu e nem tudo foi feito. Há quem
comemore a construção do viaduto Geraldo Mariz (que ajudou a escoar o trânsito
da avenida Epitácio Pessoa); há quem se dê por satisfeito com as melhorias nas
estruturas das escolas, com as construções de praças que promovem a prática de atividades
físicas... Há também quem questione – desconfiado
– da prematura morte do Hospital da Mulher, projeto que nunca saiu do papel por
questão de ordem financeira segundo Cartaxo. Há quem reclame da ausência de um
plano de mobilidade urbana, do BRT, da demora da construção da ponte sobre o Rio
Jaguaribe, na avenida Beira Rio, e todos os transtornos que surgiram quando a
obra começou em junho de 2014.
Há muitos dedos apontados contra o atual gestor da Capital.
Há também muitas desculpas e transferência de responsabilidades: seja no
quesito segurança pública, seja no quesito saúde. Mas Cartaxo, orientado por
sua equipe, adotou uma estratégia que parece surtir efeito na maioria dos
eleitores: foge das questões mais polêmicas e concentra sua atenção no que
considera os pontos mais fortes de sua administração: capacitação da guarda
municipal, iluminação de espaços públicos, climatização de escolas, realização
de concurso e convocação de todos os aprovados... Isso é pouco para alguns, mas
parece suficiente para outros. Tanto que Cartaxo só cresce nas pesquisas de
intenção de voto.
Se as eleições fossem hoje, provável que estivesse eleito. Mas
as eleições são só daqui a 2 semanas, e historicamente, na Paraíba, aqueles que
tinham a máquina na mão e estavam bem nas pesquisas foram derrotados. Sabendo
disso, Cartaxo não se dá ao luxo de relaxar. Tanto que diz: só paro às 5 da
tarde do dia 2 de outubro. É... Guerra é guerra.
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